Primeiramente as recentes conquistas das mulheres no mercado de trabalho, na política e no comportamento ainda esbarram em diferentes níveis de machismo pelo mundo. Mesmo assim mostra um crescente empoderamento das brasileiras viajando sozinhas. Segundo o Ministério do Turismo, em 2016, de todas as mulheres que viajariam nos próximos meses, 14% pretendiam embarcar sozinhas. Contra 10% dos homens. A ideia desse artigo é dividir experiências e dar dicas de mulheres que viajam sozinhas pelos mais diversos países e culturas.

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Portanto vamos compartilhar a história de três viajantes, Loreley Garcia, Gaía Passareli e Hannah Maruci. A primeira é Loreley Garcia, socióloga de 56 anos. Ela já viajou quase todo o mundo e morou em três diferentes países além do Brasil – Israel, Alemanha e Estados Unidos. Além disso ela é professora da Universidade da Paraíba e viaja por diferentes motivos: estudos, lazer e a trabalho. De acordo com Loreley é importante para as mulheres que viajam sozinhas entender a cultura de cada país e região.

Quando viajamos sozinhas precisamos entender que carregamos um padrão de cultura próprio do nosso país. Isso possivelmente interfere nas nossas experiências enquanto viajantes. Essas diferenças culturais podem criar situações engraçadas, gafes e até mesmo medo ou empatia. É preciso estar aberto as novas experiências. Respeitar as diferenças culturais e entender que as coisas não acontecem como gostaríamos.

Por outro lado a escritora Gaía Passareli, autora de livros de viagens, aponta a importância de entendermos a cultura local antes de viajar. Principalmente o costume de gênero. Alguns costumes locais podem interferir na sua viagem. Você precisa estar alerta a isso.

  • Independência Feminina

Em primeiro lugar é muito comum ver preconceito dos países Europeus com relação aos países do leste da Europa. A pesquisadora Hannah Maruci já enfrentou grande dificuldade. Ela quase desistiu da sua viagem quando morava na Itália e resolveu que iria conhecer a Romênia. Seus amigos italianos ficaram indignados que ela ia fazer a viagem sozinha. Mesmo assim ela resolveu que iria. Além disso esse preconceito de mulher viajando sozinha também foi sentido na própria Romênia. Países com uma cultura próxima a nossa são uma boa opção para quem quer começar a viajar sozinha.

  • Mulheres e o assédio

Antes de mais nada o assédio enfrentado pelas mulheres que viajam sozinhas é um problema mais comum do que deveria. Hannah não teve problemas com assédio na Romênia mas na Itália foi bem diferente. Além disso em alguns países a abordagem em bares e nas ruas podem ser bem semelhante ao Brasil.

Por outro lado dependendo do lugar que você viaja, dizer não ao homem podem ser encarado de maneira bem natural. Contudo na Índia a escritora Gaía se sentiu bem desconfortável entre os homens e acolhida entre as mulheres. Nesse país a mulher é totalmente submissa ao homem e o estupro coletivo acontece com muita frequência.

  • Mulheres vs bebida Alcoólica

Primeiramente a relação de bebida alcoólica e as pessoas é muito diferente de país para país. Em alguns lugares, por exemplo, não é permitido beber nas ruas. Nos Estados Unidos existe uma relação bem diferente entre o pagamento de bebida e mulheres em festas. Na maioria das vezes a entrada delas nas baladas e as bebidas são gratuitas como forma de atrair mais cliente. Além disso é uma forma cultural do país. Isso não significa que necessariamente haverá uma troca.

Por outro lado na Itália é comum que os homens paguem as bebidas as mulheres da mesa. Mesmo que seja um encontro entre amigos fica subentendido que o homem é quem paga as bebidas. Já no sul da Índia, não é permitido a venda de bebidas alcoólicas nas ruas. Somente em hotéis e para turistas. Por isso a escritora Gaía só pediu uma cerveja em seu hotel. Mesmo assim foi perseguida por homens até o seu quarto gritando que ela estava tomando cerveja.

  • Religião e Violência

Se na Índia é comum cobrirmos a cabeça em sinal de respeito. Na Itália cobrimos os ombros para entrar na igreja. Já no Japão tiramos o sapato antes de entrar em casa. Além disso países da Ásia e de maioria muçulmana é recomendável dizer que está viajando acompanhada do marido ou namorado (mesmo que não esteja). Dependendo do país que você visita, a religião pode interferir na maneira como as pessoas enxergam as mulheres ocidentais que viajam sozinhas. É o caso de Índia e do Marrocos onde as mulheres são vistas como levianas e são bastante abordadas para interesse sexuais.

Por outro lado a maneira como enxergamos a violência pode interferir em nossas viagens. Esse foi o caso de Loreley quando visitou a Alemanha. Acostumada a estar sempre atenta ao caminhar pelas ruas do Brasil, não conseguiu se desvincular da sociedade violenta que temos no Brasil e caminhar calmamente pelas ruas alemães.

Confira a matéria completa aqui

Crédito das fotos: divulgação

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