Quênia

Em primeiro lugar o Quênia sempre foi um lugar que me encantou. Ainda que a Disney seja um lugar incrível, ver os animais soltos em seu próprio habitat sempre me chamou mais atenção. Os sabores, cores, tambores, safáris, costumes tribais, fome, miséria e desigualdade social tornam esse país um destino de diversas faces. Além disso o Quênia possui cerca de 500 quilômetros de litoral banhado pelo Oceano Índico. Por isso sua importância comercial no passado. Foi colônia britânica até 1963 quando se tornou independente. Embora o chá e o café sejam os principais produtos de exportação, é no turismo que concentra uma das maiores riquezas do país.

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Como se não bastasse os parques Masai Mara e Tsavo são um dos principais atrativos do Quênia atraindo turistas em busca da selva e dos animais. Animais como leões, leopardos, elefantes, rinocerontes e búfalos podem ser vistos em qualquer época do ano. Contudo outros parques menos famosos também são incríveis de se visitados. Lago Nakuru repleto de pelicanos, cegonhas e flamingos cor de rosa. Já no Lago Naivash é possível observar hipopótamos, águias pescadoras e uma vegetação única e variada. Por fim o Lago Turkanda, possui uma rica variedade de peixes.

Por outro lado Nairóbi é a capital do Quênia e concentra os mesmos problemas de uma cidade grande. Se por um lado há favelas e pobreza, por outro concentra os melhores bares, cinemas, cafés, restaurantes e lojas, sobretudo de artesanato local.

Como chegar no Quênia

Primeiramente não voos direto do Brasil para o Quênia. O trajeto mais rápido é com a South African via Johannesburgo em uma jornada de 15h10. Além disso as empresas British Airways e Doha também fazem o trajeto via Londres e via Qatar.

Quando ir

Em primeiro lugar o Quênia é um país que pode ser visitado em qualquer época do ano. Por conta da sua proximidade com a linha do Equador, o clima é bem parecido ao do Brasil. As temperaturas médias anuais ficam em torno dos 20°C – 25°C. Além disso as chuvas ocorrem me média duas vezes ao ano. De março a maio ocorrem as chuvas mais torrenciais e as curtas chuvas acontecem de novembro a dezembro.

Por outro lado a alta temporada para o turistas que procura safári acontece de julho a novembro, considerados meses secos. A grande migração ocorre nas planícies ocorrem entre os meses de agosto a outubro. Já o viajante que estiver procurando o litoral, a alta temporada vai de setembro a janeiro.

O que fazer

Nairóbi e Visita a Kibera

Primeiramente Nairóbi é a capital do Quênia e a cidade mais cosmopolita do leste da África. Sendo assim não faltará bares, restaurantes, lojinhas e cafés para o turista visitar. Entretanto não deixe de conhecer o centro da cidade. Ele é pequeno e o visitante consegue conhece-lo em uma caminhada. Ande pelas ruas do centro e aproveite para conhecer o KICC (Kenyatta Internacional Convention Centre). Certamente o prédio mais famoso de Nairóbi e com uma vista incrível da cidade.

Por outro lado Kibera é a maior favela do leste da África. Lá vivem aproximadamente dois milhões de pessoas. Em uma região de Nairóbi que fica longe dos pontos turísticos. Além disso vale muito a pena uma visita a essa área da cidade que mostra um pouco da realidade dos quenianos. O turista terá oportunidade de visitar projetos sociais e entrar em contato com a comunidade local.

Safári Aberdare

Como se não bastasse Aberdare é uma região que fica no Monte Quênia, a 160 quilômetros ao norte de Nairóbi e um dos segredos mais bem guardados do país. A região é conhecida por suas florestas densas, fechadas e inúmeras cachoeiras. Isso porque a cordilheira de Aberdare estende-se de norte a sul com uma altitude máxima de 3995m. Atualmente o nome oficial do parque é Nyandarua. Além disso é possível ver diversos animais selvagens, uma grande variedade de árvores e uma observação de aves como você nunca viu antes. Sem falar nas pequenas fazendas e cafezais.

Safári Parque Lago Nakuru

Por certo o Parque Nacional Lago Nakuru é um dos menores, porém melhores destinos do Quênia. Localizado na região do Vale Rift em uma área de 188 quilômetros quadrados, possui uma grande diversidade ecológica. Contudo a grande atração do lago são os flamingos. O lago quando em condições favoráveis ajuda na abundância de algas que atrai mais de 2 milhões de flamingos. Dessa forma eles se alimentam em torno das margens do lago e criam um cenário espetacular de horizonte rosa. Além disso mais de meio milhão de pelicanos e mais de 400 outras espécies de aves se aglomeram nas margens do lago.

Safári Lago Naivasha

Em primeiro lugar o Lago Naivasha é tão imenso que se perde de vista. O lago é lar de diversos tipos de animais entre eles hipopótamos, aves, gnus e antílopes. Além disso as margens do lago é possível visitar a casa da conservacionista Joy Adamson. Autora de diversos livros e figura conhecida no Quênia, Joy ao lado do marido lutou contra os caçadores ilegais do park Kora. Ambos foram assassinados por ex funcionários. Por outro lado a casa tornou-se uma guest-house e museu.

Safári Lago Naivasha - Quênia
Safári Lago Naivasha

Safári Lago Vitoria

Sem dúvida o maior lago da África e o segundo maior lago de água doce do mundo. Além disso é o maior lago tropical do mundo abrangendo três países, Uganda, Tanzânia e Quênia. O Lago Vitória ocupa uma área de 70 mil quilômetros quadrados mas somente 80 metros de profundidade. Foi descoberto pelo explorador europeu John Hanning Spek e é a fonte do Rio Nilo Branco. Por outro lado uma viagem ao Lago Vitória é como uma volta ao passado. Com uma infinita água azul e aldeias a beira do lago formando uma cenário de tirar o fôlego. Por fim evite andar descalço pela grama ou nadar uma vez que o lago é cheio de esquistossomose.

Masai Mara

Sem dúvida o parque com maior diversidade de vida selvagem no país. Onde é possível ver com facilidade o big five; leões, leopardos, elefantes, rinocerontes e búfalos. O Parque Masai Mara fica no Vale do Rift, que se estende do Mar Mediterrâneo à África do Sul em uma área de aproximadamente 1500 quilômetros quadrados. Além disso o nome do parque tem origem no povo Masai, que ocupa a região sendo que Mara é uma palavra da língua nativa que significa algo como manchado.

Por outro lado o safári pelo parque é uma experiência impressionante onde o turista terá oportunidade de ver a rotina dos animais e seus hábitos. Sem falar na migração dos gnus que ocorre nos meses de julho e setembro. Nesse período eles vão em busca de água e comida pelas planícies do parque. Por fim reserve de dois a quatro dias para ter a chance de ver o maior número possível de animais.

Monte Quênia

Embora não seja a montanha mais alta da África, é sem dúvida a mais interessante de escalar. Por ser menos famoso que o Monte Kilimanjaro, o turista chega ao cume com menos dificuldade. Além disso o Pico Lenana fica a 4.985 metros, há guias e carregadores experientes que te ajudam na jornada. São 54 parques e reservas ao longo do Monte Quênia que protege a flora, a fauna, além de culturas como as das tribos indígenas que ali vivem.

Safári Amboseli

Certamente Ambolesi é um dos lugares mais incríveis que o viajante verá no Quênia. Um lugar capaz de transmitir uma profunda paz e tranquilidade. Com suas vastas planícies a se perder de vista, manadas de elefantes, regiões desérticas e lagos compõem uma das paisagens mais incríveis do país. Além disso ao fundo encontra-se o Monte Kilimanjaro que torna o cenário perfeito e o silêncio toma conta do lugar.

Safári Amboseli - Quênia
Safári Amboseli

Dicas

  • Antes de mais nada a língua oficial é o Inglês e suaíli. Contudo o inglês é falado com sotaque bem forte.
  • A moeda oficial é o Xelim queniano. Caso não tenha trazido moeda local, será necessário trocar um pouco no aeroporto uma vez que ninguém usa dólares no dia a dia. Embora o aeroporto não seja a melhor cotação, troque apenas o necessário para pagar seu táxi.
  • O fuso horário do Quênia é de +6h com relação a Brasília.
  • Os táxis cobram em média $20 dólares do aeroporto até o hotel.
  • Brasileiros precisam de visto e passaporte válido para entrar no país. Entretanto o visto pode ser adquirido antecipadamente ou diretamente nas fronteiras. O custo é de $50 dólares.
  • Além disso é precisar algumas precauções com relação a saúde. É obrigatório a vacina da febre amarela mas também o Certificado Internacional de Vacinação. A vacina precisa ser tomada até 10 dias antes da viagem.
  • Por outro lado as tomadas são de 240V, padrão Inglês.

Crédito das fotos: divulgação

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